Romance, moda e…pizza!

Aqui continua nosso relato das viagens da Semana Santa, agora é a vez da Itália!

03/04 e 04/04 – Veneza: Que charme de cidade!

Aí sim, passamos frio, muito mais que em Londres! E pra piorar, o tempo não colaborou com o clima romântico da cidade: choveu horrores. Demos lucro para os ambulantes que vendiam guarda-chuva e capas. Ficamos num camping, o “Camping Rialto“, onde a gente teria rido alto não fosse o frio. Era muito bonitinho de dia, mas congelante pela noite, e sem calefação. Só pra ter uma ideia, a Mi teve de dormir com duas meia-calças, legging flanelada, calça jeans, blusa de pijama, casaco fino e casaco pesado. Eu, com meu pijama flanelado, duas meias, sobretudo (que levei pensando em Londres), cachecol e a coberta dobrada em dois. Acertamos na escolha do “hostel-camping” pelo conforto das camas…mas teríamos acertado mais se fosse verão.

Nosso chalé no "Camping Rialto", bonitinho, barato, confortável, e...frio!

Nossas camas, um paraíso comparadas com as do hostel de Londres

Fizemos um Venice Card – fica a dica – , um abono de transporte, já que o nosso camping ficava fora do centro de Veneza, “do outro lado da ponte”, e pra economizar nos transportes. Usamos o transporte público, que é…o barco (vaporetto), obviamente. Funciona como se fosse um metrô, com paradas e baldeações. Como a gente não tava em lua-de-mel, e o dinheiro era pra pizza e massa, não passeamos nas gôndolas. É charmoso, mas não deve valer os 30 euros ou mais por pessoa. Se você chega cheio de malas e seu hotel está em algum dos inúmeros canais, uma opção pode ser o táxi…que é uma gôndola menos enfeitada.

O "vaporetto", transporte público em Veneza

Pontos turísticos a destacar: Piazza de San Marco (não confie muito nas placas, elas te fazem andar em labirinto, e quando você chega lá, não sabe se desvia dos turistas ou dos pombos); Dodge Palace; Museu Histórico Naval; Ponte Rialto; passeio de barco pelo Gran Canale; igrejas e basílicas, com destaque para a Santa Maria della Salute. Também pode ser interessante visitar as ilhas próximas ao centro de Veneza, como Murano, famosa pelas obras em vidro. Não conseguimos visitar o Museu do Vidro,

mas com certeza valerá a pena!

Interior do Palácio Ducale, que já foi residência oficial de duques e sede do governo

Basílica de São Marcos: uma mescla dos estilos bizantino e gótico

Ainda que não seja carnaval, as máscaras estão lá, seduzindo os turistas…

E que pizza!

E de comida, muita pizza, macarrão, lasanha…e claro, o sorvete italiano, delicioso!

05/04 – Verona, a cidade de Romeu e Julieta!

Fomos de trem de Veneza a Verona, onde fazia um dia com clima super agradável, e incrivelmente, o sol resolveu aparecer um pouco. Essa viagem era pra completar o trajeto romântico, já que eu e a Mi somos praticamente um casal: planejando viagem juntas, fazendo contas e dívidas, dormindo no mesmo quarto…hehe!

Nossa primeira parada foi a Arena de Verona, que diz a Mi que é bem parecida com o Coliseu de Roma (e que eu espero ainda conhecer!). Os guias e wikipedias da vida dizem que ela é mais antiga que o Coliseu: estima-se que foi construída no séc I d.C.

Arena de Verona: dizem que é é terceiro maior teatro romano da Itália

A arena está ativa: ficamos imaginando como seria perfeito ver um espetáculo aí!

Seguimos o trajeto turístico e visitamos a Casa de Julieta. Em frente, há uma escultura da Julieta, e dizem que se você quiser ter sorte no amor tem de passar as mãos no lado direito dos peitos da pobre. Dá pra sentir que a galera tá meio no desespero, porque os peitos dela já estão brancos de tanta gente abusar dela.

Nas paredes da Casa de Julieta, há um turbilhão de mensagens de amor dos enamorados e...chicletes

Na sacada da casa de Julieta: "Romeu, meu querido amor..."

A Mi e eu até tentamos, mas a fila e o tumulto eram grandes. Se ao menos fosse pra passar a mão no Romeu, né? Na Casa de Julieta, há um museu, todo ambientado na época em que a famosa história de amor (e convenhamos, forçada, não?), e claro, com a sacada de onde ela via Romeu. Dizem os historiadores que essa realmente foi a casa de Julieta por causa de um brasão que encontraram em um chapéu de sua família, a Família Capuleto. Também é possível ver a casa do Romeu, mas só por fora, já que hoje é “propriedade privada”.

Também fomos à tumba de Julieta, mas o ambiente não tinha uma energia muito boa…era muito escuro, fedido e meio macabro. Mas tá aí a pobre da Julieta:

Tumba da Julieta

No fim da tarde, estávamos andando meio perdidas até que descobrimos um castelo-fortaleza, o Castel Vecchio (Castelo Velho) construído no século XIV pela família Scaglieri, só pra se proteger dos inimigos mesmo. O castelo é lindo, tem o charme da arquitetura medieval e uma visão magnífica para o rio Adige, o sexto maior da Itália.

Castel Vecchio, quando São Pedro já dava o ar da sua graça

Visão de fim de tarde no Castel Vecchio. Esse é o rio Ádige.

À noite, comemos mais massa, pra variar…e voltamos para descansar..desta vez ficamos num lugar quente, confortável, novo, enfim, um “esquema-patrão”. Era o bed and breakfast La Magnolia, muito bem localizado, bem pertinho da estação de trem, com café da manhã incluído e numa casa relativamente chique.

Acertamos na escolha! Bed and breakfast num "esquema-patrão"!

06/04 e 07/04 – Milão: moda, marcas e…nada demais

Fomos novamente de trem de Verona a Milão, onde ficamos no Hotel Brivio, que chamavam de hotel, mas que não o era nem de longe. Não recomendamos: quarto frio, não aceitam cartão, há um cachorro na recepção (!) e o banheiro alaga durante o banho. O que salvava era a localização, já que ficava perto de uma estação de metrô e relativamente próximo do centro da cidade.

Nosso primeiro ponto foi visitar um Museu da Moda, mas que deixou muito a desejar. Não havia nada de história da Moda, só algumas e poucas peças de roupas descontextualizadas e vários quadros. Andamos pela cidade, e enquanto em Veneza e Verona o colorido ficava por conta das paisagens charmosas, em Milão o colorido é das vitrines de marcas famosas e de gente elegante nas ruas. Continuamos andando, e descobrimos a Piazza Duomo, talvez o ponto turístico mais importante, já que nela está a Catedral Duomo, a maior catedral gótica da Itália:

Catedral Duomo, que começou a ser construída no séc. XIV. Tem 2245 estátuas nos seus detalhes.

Logo em frente à praça, fica a Galeria Victorio Emanuelle II, assim nomeada para homenagear o primeiro rei da Itália unificada. Na galeria estão lojas de marcas famosas internacionalmente (Louis Vutton, Prada, Gucci e todas aquelas que você nem olha as vitrines pra não tomar um susto com os preços).

Interior da Galeria Victorio Emanuelle II, um "shopping" de marcas famosas (e caras)

No domingo, fomos empolgadas para conhecer o estádio do Milan, mas… chegamos lá e não estava aberto pra visitas, pois era dia de jogo, contra o Valencia, por 30 euros. Não estávamos dispostas a pagar isso e além do mais, esperar duas horas pro jogo começar. Contemplamos de longe o estádio e fomos à caça de museus… A maioria (dos poucos do que há em Milão) estavam fechados. Conseguimos visitar o Museu de História Natural, bem interessante e bem projetado, já que há simulações bem verossímeis de habitáts em diversas partes do mundo, inclusive do Pantanal e da Amazônia brasileira.

Andamos mais um pouquinho e descobrimos um parque lindo, onde estava havendo um evento que parecia uma festa junina – comida, música e brinquedos pras crianças. Delícia de lugar! Aproveitamos pra repor as energias, claro, com sobremesa:

Que roupas que nada! Nosso tipo de consumo é outro!

Mais à noite, fomos conhecer o bairro Navigli,pelo qual havíamos passado depressa no dia anterior, com vários bares, restaurantes e bem estiloso. Lá há um canal que nos fez lembrar Veneza. Parece que é um dos lugares badalados de vida noturna, frequentado principalmente por jovens. Se não fosse domingo, não estivesse frio e São Pedro estivesse de bem conosco, teríamos ficado pra sentir como era a noite ali. Mas voltamos pro nosso quase hotel pra recolher nossas mochilas e partir pro aeroporto….a viagem da Semana Santa estava chegando ao fim:(

Bairro Navigli, conhecido pela agitada vida noturna

No aeroporto de Milão, nos preparando para a volta...e para fazer nossas mochilas caberem na caixa da Ryanair....

Uma dica final: na Itália em vários estabelecimentos, inclusive nos hostels, não aceitam cartão de crédito/débito, o que nos fez gastar em cash, o que não foi legal. E se prepare pra ter o valor certinho pra pagar o hostel, eles costumam, incrivelmente, não ter troco.

Anúncios
Categorias: Uncategorized | Tags: , , , , , , , | 3 Comentários

Navegação de Posts

3 opiniões sobre “Romance, moda e…pizza!

  1. Luiz Carlos

    Oi, Estou prestes a fazer um mochilão na europa e meu maior problema está sendo que mochila comprar, vocês poderiam me falar um pouco mais de como foi sua experiência? Vocês tiveram algum problema com a Ryanair? Que mochila vocês utilizaram?

    Obrigado!

    • milenalumini

      Olá Luiz Carlos, tudo bem? Ali no post dá para ter uma ideia das mochilas que nós utilizamos. A minha era uma de 40 litros da Quechua (marca que vende nas lojas Decathlon). Eu nunca usava ela completamente cheia, para garantir que ela coubesse na caixa da Ryan Air. Nesse ponto, não tive problemas.

      Uma amiga minha optou por viajar com uma pequena mala — e não mochila. É bom para quem prioriza o conforto e suponho que o espaço para guardar as coisas seja semelhante. O problema, na verdade, é que é mais fácil de superar os 10 quilos que a empresa estabelece. Eles costumam sortear algumas malas para fazer o teste do tamanho e do peso. Pela minha experiência, vi que as mochilas costumam ser menos escolhidas para a vistoria…

      Eu prefiro a mochila porque é mais fácil de andar com ela na rua, nas escadas de metrô, etc..

      Fiz uma viagem de cerca de 20 dias com essa mochila e me virei bem. É claro que tem que você tem que usar a lavanderia uma hora ou outra, mas é super viável. Como eu passei tanto por cidades onde estava calor quanto outras onde estava frio, eu levei um casaco grande. Nos vôos, eu levava ele fora da mochila, na mão, mesmo. Bem tranquilo 🙂

      Espero que tenha ajudado.

      Boa viagem!

      • Luiz Carlos

        Oi Milena, tudo bem!

        Muito obrigado pela dica, suspeitei que fosse uma quechua de 40l, mas queria confirmar realmente. Vou com minha namorada e nossa escolha por mochilas foi justamente pela praticidade, passaremos 26 dias apenas com uma mochila cada e a ideia é lavarmos roupas assim que preciso. Vamos tentar nos controlar para evitar surpresas com o peso.

        Obrigado novamente,
        Luiz Carlos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: