Londres é amável assim…

Nossa primeira viagem da Semana Santa: Londres!
Decidimos fazer um resumo dia-a-dia, com os perrengues , os prazeres e algumas dicas pra aproveitar a cidade. Ficamos cinco dias, mas que valeram por muito mais!

28/03 – Chegada em Londres. Milena saiu de Madrid, e eu saí de Porto, em Portugal. Chegamos em Londres à noite. Nosso hostel era o Surprise Backpackers, no centro, bem pertinho da London Eye. Antes, quando o escolhemos, brincamos: “tomara que não tenhamos nenhuma surpresa…”. Apesar do ambiente um pouco alternativo (o hostel era ao mesmo tempo um bar), do clima extrovertido do lugar e da boa calefação, nossa surpresa foi com a cama: consegúiamos sentir os “ferros” do colchão, e isso não foi nada legal. Pagamos 100 euros por 5 noites, e tínhamos café da manhã.

Encontramos uma réplica da nossa cama no British Museum. Era assim que a gente se sentia:

Nosso colchão era mais ou menos assim...

29/03 – Dia de sol, veranito, e nada de fog londrino como esperávamos.
Fizemos a pé grande parte do circuito histórico-turístico: Big Ben e o Parlamento, a London Eye, uma roda gigante que fica às margens do rio Tâmisa (o Thames para os londrinos) de onde dá pra ver toda a cidade de cima; a revolução completa da roda demora 30 minutos. Vale a pena pagar as 20 libras! Também passamos Catedral de Westminter, mas não entramos porque não estava no horário de visitas. Se você quiser entrar no prédio sem pagar entrada, pode assitir à missa das 17h.

Vista de cima de Londres dentro da London Eye

Dia lindo de sol e o Big Ben ao fundo

Também visitamos o Palácio de Buckingham – a casa da rainha-, por fora é claro, e pudemos ver os guardas da realeza marchando dura e metodicamente, o que é um tanto engraçado.

Palácio de Buckingham

Também passeamos por parques, como o Green Park, visitamos o Victoria and Albert Museum, que tinha entrada livre. À noite, fomos ao bairro do Picadilly Circus, famosa pelo comércio, pelos restaurantes e pela estátua de Eros. De lá descemos a pé até a Trafalgar Square, que tem esse nome por causa da Batalha de Trafalgar, em 1805, na qual o famoso almirante Nelson venceu as tropas francesas e espanholas.

No movimentado Picadilly Circus, atrás a estátua de Eros e a galera que se amontoa pra comer, descansar, ou só ver...

Trafalgar Square

30/03

Pela manhã, visitamos com um audioguia à St. Paul´s Cathedral . Pagamos 13,50 libras. A igreja é de estilo anglicano, e é onde aconteceu o casamento da princesa Diana. A atual  igreja é resultado de uma construção depois de 1666, pois nesse ano houve um grande incêndio em Londres e a antiga St. Paul´s foi quase toda destruída.  A obra , do arquiteto Sir Christopher Wren, terminou em 1710. Na cripta da catedral, estão as tumbas de alguns herois britânicos, como o almirante Nelson, o duque de Weillington e do próprio arquiteto Christopher Wren. Muita história, beleza e encanto na St. Paul´s Cathedral, vale a pena visitar!

Depois de um almoço de sopa japonesa, fomos visitar a Torre de Londres. Pagamos 17,60 libras. Se você for a Londres e não visitá-la, vai deixar de saber e reviver muuuito da história britânica, de seus personagens e detalhes. A Torre já foi castelo, palácio, prisão, arsenal, tesouro das joias reais e até lugar de execução. Atrações de destaque: exposição das joias da rainha; as inscrições preservadas dos antigos prisioneiros, as armaduras e instrumentos de guerra usadas pelos reis, e materiais e história da Segunda Guerra Mundial. Da Torre de Londres, dá pra ver a Tower Bridge, e a paisagem é incrível.

Na Torre de Londres, com a Tower Bridge ao fundo

Na Torre de Londres, a armadura mais alta do mundo, com 2,057m, segundo o Guinness World Records.

Após repor as energias com um subway por 3 libras, fomos à National Portrait Gallery – aproveitamos que o museu ficava aberto até à noite e que a entrada era livre. A galeria foi fundada em 1856, e dá pra fazer um tour cronológico pelos retratos, acompanhando os rostinhos das realezas.

Quem tem talento tem...prática de desenho na National Portrait Gallery

Hora do prazer: comemos muuito bem na rede de restaurantes Garfunkel´s, no bairro Picadilly Circuis. Vale pela decoração do ambiente e a diversidade de pratos, de vários lugares do mundo. A faixa de preço dos pratos comuns varia de 10 a 15 libras, e é bem servido!

Garfunkel´s Restaurant: prato da Mi e o meu; comer bem pelo menos uma vez ao dia faz parte das nossas viagens;)

Com energia reposta, fomos à loja do M & M´s, (os confetes de chocolate!) no Picadilly Circus. Entramos mais por curiosidade, e por mais infantil que isso possa parecer, nos impressionamos com a loja – uma variedade enorme de produtos da marca. A loja é super fofa, se estiver de bobeira vale a pena entrar (e garanto que você não sai de lá com pelo menos um saquinho com confetes de cores diferentes!)

Na loja do M&M´s no Picaddily Circus

Hora do prazer 2: beber cerveja num pub londrino! Encontramos uns colegas da Mi e fomos até o bairro Soho, acessível a pé saindo do Picadilly Circus, e degustamos da maravilhosa Guinness! Comentário sobre Soho que não está nos guias: é um bairro inferninho, com casas com “show-dancers”, sex shop e letreiros vermelhos espalhafatosos. Bem interessante pro público gay e pra simpatizantes.

Em um pub no bairro Soho, degustando de uma Guinness;)

31/03
Frio, muito frio e dia cinzento!
Fomos pela manhã ao Old Spitafield´s Market, que tinha entrada livre. É como se fosse um brechó, de coisas vintage.  Mapas, óculos, roupas, joias, discos, rádios, enfim, tudo com aquele clima “velho-charmoso”. Milena e eu não resistimos e saímos cada uma de lá com um vestido de verão, que não temos esperança de usá-los nesse freezer europeu.
Almoçamos maravilhosamente bem no restaurante Giraffe´s, nesse mercado mesmo:

Nossa comida mexicana, eram como canelones picantes com salada de abacate

Como queríamos ir a lugar fechado, pra fugir do frio, fomos ao Museu de História Natural – entrada livre, mas te motivam a doar 1 libra pelo mapa do museu (e sim, ele é muito útil pra escolher prioridades de visita e pra não se perder), e como em vários outros museus, há caixas para quem quiser contribuir e jogar seus euros aí( não foi o nosso caso, obviamente).  Como já esperávamos, há uma grande parte do museu dedicada aos dinossauros – seus esqueletos, seu modo de vida…confesso que eu não tenho muita paciência nem gosto pra isso. Mas o museu também conta com uma infinidade de “amostras” de espécies animais e vegetais de todos os continentes. Até eu, que “não sou muito dos animais”, como diz a Milena, gostei bastante.

No Natural History Museum, com um dos inúmeros esqueletos de dinossauro

Logo depois, fomos ao Science Museum. Fica bem pertinho do de História Natural e também tinha entrada livre. Atrações de destaque: inventos de figuras como Thomas Edison, os estudos de DNA de Watson e Crick, o protótipo do computador da Apollo 10, as máquinas que tornaram a Revolução Industrial possível, os aviões usados na Segunda Guerra Mundial, o primeiro protótipo de um carro Ford, e a parte dedicada à história dos avanços da medicina.

À noite, fizemos um PUB CRAWL! Escolhemos o Canden Pub Crawl, que era divulgado pelo nosso hostel. Pagamos 15 libras, com direito a camiseta, 4 bares com shots livres e uma balada no fim da noite. Valeu muito a pena, conhecemos um bairro alternativo, frequentado não tanto por turistas, mas pelos próprios londrinos, e fomos a bares que não saberíamos da existência se não fosse o pub crawl. A balada estava muito boa! Pra mim seria melhor se tivesse mais música eletrônica, mas de todo modo nos divertimos horrores! Voltamos por volta das seis da manhã, com os ônibus 24horas que salvam a vida dos boêmios!

Canden Pub Crawl, pubs, bares e uma super balada!

01/03
Pela manhã, fomos ao British Museum. Foi fundado em 1756 e tem uma coleção surreal de antiguidades. Atrações de destaque: esculturas gregas,  arte egípcia, algumas múmias preservadas e bom estado até hoje, arte oriental, instrumentos de povos que vivem nos extremos norte e sul, para adaptarem-se ao frio intenso.

Pela tarde, fomos ao Madame Tussaud´s, o museu onde há vários famosos retratados em tamanho e características reais, em cera. Pagamos 18 libras, o preço normal é mais caro, mas havíamos comprado um “combo” quando compramos os bilhetes pra London Eye, então nos saiu mais barato. O nome do atual museu vem da Madame Tussaud, que começou a sua carreira nos fins do século XVII fazendo máscaras em cera para as vítimas da guilhotina, e se mudou para Londres em 1835. A verossimilhança dos bonecos com os famosos, políticos e celebridades é incrível!
Uma das atrações que mais me encantou no Madame Tussaud´s foi o passeio em um carrinho que imitava um táxi e que te levava cronologicamente pra diversas épocas da Inglaterra, com destaque pra Revolução Industrial.

Loucura, loucura - Madame Tussaud´s

Saindo do museu, fomos à Baker Street, a famosa rua do Sherlock Holmes. Infelizmente, o museu de Sherlock Holmes já estava fechado. Fomos descansar um pouco no Regent´s Park, grandioso, com patos e muito verde, como a maioria dos parques londrinos que visitamos.

Na estação de metrô Baker Street, onde ainda parece que vive Sherlock Holmes

02/03
Último dia em Londres! Pela manhã, fomos ao Museu do Sherlock Holmes, que é uma casa adaptada à época e ao estilo descritos pelo autor Conan Doyle. Pagamos 6 libras. Apesar de nem eu nem a Mi conhecermos muito sobre Sherlock Holmes, valeu a visita só por conhecer uma casa da época vitoriana.

No Museu do Sherlock Holmes, com o simpático guarda;)

Ao lado do Museu do Sherlock Holmes, há uma loja oficial dos Beatles, toda dedicada ao grupo. Compramos umas lembrancinhas pra nossos amigos beatlemaníacos e aproveitando o clima, fomos conhecer a Abbey Road. A rua não tem nada de espetacular, é estreita e ainda tem a famosa faixa de pedestres. O legal da Abbey Road é o muro do antigo estúdio dos Beatles, e ainda hoje em funcionamento, onde todos os turistas assinam, rabiscam, deixam recado. Juntamos nossa marca às tantas outras também de brasileiros.

Mi causando na Abbey Road

Pela tarde, fomos ao Tate Britain, outro museu enorme de Londres. Estava havendo uma exposição muito interessante sobre o Romantismo, comparando as pinturas de Turner (que eu adoro!) com outros artistas contemporâneos a ele. Ficaríamos mais no museu, mas a situação do meu tênis estava lastimável: fazia dias que a sola havia descolado, mas estava insistindo em usá-lo. Como no dia seguinte íamos pra Veneza, a Mi sugeriu que procurássemos um sapato decente pra continuar a viagem….

Seguimos o conselho do guia para compras e fomos até o bairro Harrold’s…só depois entendemos o que o guia queria dizer com “centro de compras internacional”. Isso queria dizer marcas caras, um prédio luxuoso onde certamente não encontraria um tênis barato e confortável pra uma simples estudante mochileira. Achamos uma loja H & M no bairro (tipo Renner no Brasil), e acabei encontrando um tênis tipo keds por 14 libras.  O tênis estragado teve de ir pro lixo, porque não haveria solução e não caberia em uma mochila de quem viaja com a Ryanair!

Passeamos pelo Hyde Park e alugamos uma bicicleta pra passear no parque, vale a pena! Por 30 min, vc paga 2 libras pra retirar a bike das estações de aluguel, mas não paga nada pelo passeio. É a melhor maneira de economizar tempo e de divertir-se pelo parque, onde há ciclocias e é bem seguro andar por aí!

Passeio pelo Hyde Park de bike;)

Tínhamos até umas 11 horas para passear pela cidade, até pegarmos nossas mochilas no hostel e o ônibus para o aeroporto de Stansted, que ficava a 1 hora que Londres (viajar de low cost é descer em aeroportos muito distantes do centro da cidade!). Passeamos um pouco pelo bairro-inferninho Soho, a fim de beber uma cerveja. Acabamos sendo atraídas para um bar onde uma banda tocava jazz e blues. Nada melhor pra terminar nossa viagem 🙂

Despedindo do nosso querido hostel... e das camas com ferros!

Voltamos para o hostel perto da meia noite. Deu tempo de tomarmos um banho, fazer amizade com outros viajantes e ficar conversando até a hora no nosso ônibus, às 2h30. Essa é a parte boa do hostel. A ruim é pensar que a gente conhece (e vai continuar conhecendo) um monte de gente legal durante as viagens que dificilmente teremos oportunidade de rever…

Compramos lanches e comida para levarmos até o aeroporto, onde ficamos da 1h até às 6h30, quando partiu nosso avião rumo à Veneza. Cochilamos, comemos, e deixamos nossas mochilas magrinhas pra mais um voo na Ryanair…
No próximo post, nossos dois dias em Veneza!

E aqui abaixo, vão nossas dicas pra aproveitar melhor Londres:

1)Consiga um hostel em boa localização, perto de estações de metrô ou no centro.
2) Se você tem o cartão Visa Travel Money, não troque os euros pos libras no aeroporto. A taxa de comissão é cara (de 4 euros pra cima pra uns 100 euros, por exemplo), então compensa sacar diretamente nos caixas eletrônicos, pois o saque vem direto em libras e a taxa será só de 2,50 euros, do Visa Travel Money.
3) Fique atento aos horários de check in do hostel. Chegamos perto da meia noite, por sorte, mas ficamos sabendo que chegaram outros hóspedes depois desse horário e ficaram sem ter onde dormir, porque o pessoal do hostel tinha ido embora.
4) Para se locomover em Londres, é imprescindível pegar metrô. Se você vai ficar 3 dias ou mais na cidade, compensa, e muito, comprar o Oyster Card, que é como um abono de transporte e lhe dá direito todos os metrôs e ônibus, quando e quanto quiser pelo período que você escolher.
5) Compre um guia que além dos pontos turísticos, também tenha o horário de funcionamento dos museus e das atrações, e que tenha o mapa do metrô da cidade. Compramos um no aeroporto, pagamos 6 libras e valeu muito a pena. Londres é enorme, com o guia dá pra colocar prioridades!
6) O horário de trabalho em Londres acaba às 17h30. É o horário em que os metrôs ficam lotados, e de maior movimentação.
7) Se você quer comer bem, sem se arriscar muito nos pratos típicos e pagar relativamente barato, prefira os restaurantes italianos, eles têm um bom custo-benefício para os padrões caros de Londres.

Anúncios
Categorias: Uncategorized | Tags: , , | 1 Comentário

Navegação de Posts

Uma opinião sobre “Londres é amável assim…

  1. Amanda Puchille Pinha

    Hey! Esse post me fez lembrar de quando estive em Londres em novembro passado, adorei!! As fotos estão muito legais!

    Tenho contribuições para as dicas:
    – Verifique antes de reservar o hostel se o mesmo tem check-in 24h, assim você não corre o risco de ficar pra fora e até perder a reserva porque chegou depois do horário. Além disso, antes de viajar eu ainda mando um email ao hostel avisando o horário que eu devo chegar e peço uma confirmação de que eles estarão abertos para me receber;
    – No aeroporto Gatwick uma opção barata para chegar ao centro é o ônibus EasyBus, da mesma empresa da EasyJet;
    – Em relação ao câmbio, eu sacava minhas libras dos caixas automáticos com meu cartão do banco francês sem pagar taxa nenhuma, com a taxa de conversão do dia. Acho que essa alternativa deve ser válida pra cartões de quase todos os bancos europeus. Entretanto, preste atenção e procure os caixas eletrônicos que dizem não cobrar taxas!
    – Quando estive em Londres, andei só de bicicleta! Além de ser bem mais barato que o metrô (5 libras por uma semana ou 1 libra por dia, se não me engano), você já aproveita e perde as calorias que ganhou ;P Porém, saiba que você tem que ser acostumado a andar de bike no trânsito, pois Londres não é tão bem servida de ciclovias e na maior parte do tempo você estará andando lado a lado com aqueles ônibus gigantescos e taxistas mal educados! Sem contar o fato de você ter que pensar tudo ao contrário, andando sempre na esquerda (ai a mão inglesa…)
    – Recomendo o Free Tour (http://www.neweuropetours.eu/), apesar de eu não o ter feito em Londres, pois ainda não conhecia. Fiz em Edinburgh e foi demais! Pra quem não sabe como funciona, é um tour a pé pela cidade com um guia local, é ótimo pra você, que acabou de chegar na cidade, já se ambientar e decidir sobre o que visitar. No final, damos uma gorjeta (tip) para o guia em função da qualidade do tour e de quanto podemos pagar!
    – Se quiser visitar outras cidades, recomendo uma agência de viagens com preços razoáveis e muitas opções: Anderson Tours (http://www.andersontours.co.uk/). Visitei com eles Oxford, Bath e The Stonehenge em um fim de semana e adorei!
    – Pros amantes de musicais (como eu) não percam a oportunidade de assistir ao vivo um (ou alguns) dos grandes clássicos em cartaz! Sem contar que no interior, os teatros são lindos!! Os teatros estão todos próximos no que eles chamam de West End e vocês podem comprar entradas de última hora com preços ótimos na Leicester Square. Caso queira reservar antes (como eu fiz), existe sempre a opção de comprar pela internet, no site do teatro. Recomendo os musicais Les Misérables e The Phantom of the Opera, que estão sempre em cartaz.
    – Se você vai ficar bastante tempo na ilha (uma semana ou mais), recomendo fortemente visitar Edinburgh. A cidade é realmente única, você vai se sentir vivendo na Idade Média como nunca antes!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: